"Poderíamos aqui meditar sobre como seria saudável também para a nossa sociedade atual se num dia as famílias permanecessem juntas, tornassem o lar como casa e como realização da comunhão no repouso de Deus" (Papa Bento XVI, Citação do livro Jesus de Nazaré, Trad. José Jacinto Ferreira de Farias, SCJ, São Paulo: Ed. Planeta, 2007, p. 106)

segunda-feira, 10 de julho de 2017

ORAÇÃO DO CONGRESSO DE CASAIS OCDS 2017

    ORAÇÃO DO CONGRESSO DE CASAIS 2017


“O amor é paciente, o amor é benfazejo;
não é invejoso, não é presunçoso e nem se incha de orgulhoso,
nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se encoleriza; nem leva em conta o mal sofrido,
não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (1Cor  13, 4-7)

Ó Deus – Amor! Alegria, Caridade e Bondade infinitas!
Que “neste” Congresso de Casais no Carmelo Secular, nossa Santa Madre Teresa nos inspire a buscá- Lo de coração sincero, espelhados em Jesus e sua Sagrada Família, para a construção de um mundo onde o amor prevaleça “paciente e benfazejo”.
Que o Sacramento do Matrimônio, sinal precioso do amor do Criador, seja o “amor maior”, seja graça; seja benção; nas diferenças e dificuldades; na alegria e na doença!
Que a busca do infinito, a busca dos caminhos sagrados no matrimônio, seja unidade perfeita e missão autêntica, na Igreja que anseia por comunhão e união com a Trindade Santíssima.
Ó Deus – Amor! Iluminai cada casal, imprimindo
 “neles as Suas características e o caráter indelével do Seu amor”; abrasai- os com Vossos dons e fazei-os construir toda uma existência à luz de uma união regada na confiança, esperança e perseverança.
Um só eles serão!  Benditos serão!  Amados serão em Vós!
Ó Deus – Amor! Olhai com carinho singular, cada casal que O busca para  a construção do Reino, valorizando um ao outro na alegria e no prazer do amor verdadeiro, que completa, que enriquece, que dá e recebe sem exigir recompensa, que eleva – é o amor que “tudo crê, tudo espera, tudo suporta – se dá por inteiro, um ao outro.
Ó Deus – Amor! Fazei-os um convosco, amém!


sexta-feira, 5 de maio de 2017

Fatores essenciais para o bom relacionamento entre marido e mulher




Cerca de 500 casais felizmente casados foram entrevistados recentemente sobre o que mais os ajudou a manter seus casamentos. E as respostas, em ordem de importância, foram as seguintes:
– confiança mútua (52%);
– fé e espiritualidade (27%);
– boa comunicação (18%).
Eles também destacaram outros elementos fundamentais para um bom casamento: comprometimento, amar os filhos e lutar por eles, trabalhar juntos na solução dos conflitos, paciência, perdão e passar tempo juntos. (Fonte: CARA, Marriage in the Catholic Church: A Survey of U.S. Catholics, 2007, p. 90)
Por outro lado, ao interrogar um grande número de pessoas separadas ou divorciadas, a pesquisa revelou que, para a grande maioria delas (58%) o que mais afetou a relação foram problemas de comunicação, seguidos pela falta de comprometimento e confiança (51%). Entre os hispânicos, os principais entraves foram os problemas econômicos(48%), problemas na criação dos filhos (47%) e a relação com a família do cônjuge (38%). Além disso, surgiram na pesquisa o fato de os casais não poderem passar o tempo juntos e as dificuldades em suas vidas íntimas (CARA, Marriage in the Catholic Church: A Survey of U.S. Catholics, 2007, p. 100-101).
Resumidamente, podemos dizer que, entre muitos fatores, há alguns que definitivamente podem ser chaves para um casamento feliz. Por isso, tendo em conta esses dados e outros provenientes de especialistas em relações de casais, esta seção abordará os seguintes temas:

O comprometimento

Como mostram as pesquisas e repete a doutrina da Igreja, o amor matrimonial baseia-se na fé e no comprometimento que um cônjuge professa ao outro. Muitos problemas de comunicação, de intimidade e de convivência podem ser evitados se os votos de confiança e a decisão de amar um ao outro – pronunciados no dia do casamento – continuarem sendo fortalecidos a cada dia, diante de cada situação. Por isso, vale a pena explorar o sentido e o valor prático deste elemento tão importante para o seu matrimônio.

Valores em comum

Um dos elementos que mais contribuem com a harmonia e a estabilidade de um casal são os valores que eles têm em comum. Eles são como um tesouro, do qual as decisões diárias são alimentadas, tanto para a vida em casal quanto para o gerenciamento do dinheiro, a criação dos filhos, as relações com as famílias, etc. Enfim, o poder desse tesouro é enorme e é algo que se pode aprender a usar e a enriquecer.

A comunicação

Aprendemos a falar nos primeiros anos de vida, mas aprendemos a nos comunicar ao longo dela e à medida que descobrimos que nem todas as pessoas entendem as coisas da mesma forma nem se expressam através dos mesmos meios. Uns são mais espontâneos, outros reservados. Uns usam palavras, outros usam gestos e ações para expressar sentimentos. Muitas dificuldades que fazem os casais se desgastarem têm suas origens nas diferenças de comunicação. Descobrir a forma de comunicação de seu parceiro é a melhor forma de expressar seus sentimentos a ele – e será uma grande ajuda.

Ferramentas para a solução de conflitos

Discordar de opiniões é normal. Mas, para que essas diferenças não sejam motivos de conflito e, muito menos, de uma crise matrimonial, é preciso aprender as técnicas de comunicação e solução de conflitos. Esta aprendizagem é conveniente para todos, pois, embora às vezes tendamos a imaginar que o problema é do outro, é evidente que comunicar-se é uma arte com técnicas muito variadas e cada pessoa é um mundo que vale a pena aprender a decifrar e conquistar.

Espiritualidade e fé

Falando de recursos para um casamento feliz, devemos considerar de maneira muito especial o que Deus coloca em nosso matrimônio e em nossas relações afetivas. O amor é a fonte das relações. Por isso, aprender a amar não é outra coisa a não ser aprender a ouvir a vontade de Deus e segui-la em nossa vida pessoal e de marido e mulher. Quando este caminho de busca do amor verdadeiro e da espiritualidade é um empenho que o casal quer experimentar junto, grandes bênçãos se fazem presentes na vida dele. Por isso, seja pelo fato de estarem passando por um momento difícil da relação, seja porque querem conservar a felicidade que estão experimentando, aprender a desenvolver a espiritualidade certamente fortalecerá o amor.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

I ENCONTRO DE CASAIS CARMELITAS DE FORTALEZA



Os casais carmelitas das três comunidades da OCDS de Fortaleza se reuniram no dia 28/04/2017 para o seu I ENCONTRO. A iniciativa foi uma proposição do I Congresso de Casais da OCDS realizado em julho de 2016 em São Roque.

A reunião foi iniciada com um lanche gentilmente ofertado pelo casal anfitrião Gerardo e Mônica. Em seguida os casais presentes partilharam um pouco da experiência do Congresso, bem como um pouco da vida, da caminhada, da família e da vocação ao Carmelo.



Em seguida, foram levantadas propostas para arrecadar fundos a fim de possibilitar uma ajuda aos casais que pretendem participar do II Congresso de Casais que se realizará de 21 a 23/07/2017 no Centro Teresiano de Espiritualidade em São Roque, ficando decidido que se fará um almoço beneficente no Carmelo Santa Teresinha, em Fortaleza, com a venda de ingressos no valor de R$20,00.

A reunião foi finalizada com a oração final, com a presença das relíquias do santo casal Luís Martin e Zélia Guerin, que passaram pelas mãos de cada casal, a fim de que colocassem suas intenções.




Após, a reunião uma pequena surpresa, as luzes foram apagadas e colocada uma música romântica a fim de que os casais pudessem dançar aconchegados. Foi distribuída ainda uma lembrancinha para levarmos como recordação do I Encontro.


Os próximos encontros acontecerão periodicamente, e Deus aos poucos vai revelando os seus planos para que possamos viver nossa vocação carmelitana, não individualmente, mas como casais e como família.


quinta-feira, 2 de março de 2017

Convite para o II Congresso de Casais OCDS

2º CONGRESSO DE CASAIS OCDS



Queridos Casais,

PAZ E ALEGRIA! 



Já estamos com nossas inscrições abertas para o 2º Congresso de Casais, além dos nossos irmãos e irmãs de Ordem, também podem participar todos que se identificam com o carisma carmelitano e queiram conhecer melhor o Carmelo Secular.


Programação do Congresso de Casais OCDS


1º dia (21/07)
16h – Acolhida
17:30h – Missa
18:30h – Jantar
19:30h – Abertura com Fr. Cleber
20:00h – Completas e Adoração ao Santíssimo (1h)

2º dia (22/07)
07:00h – Missa com Laudes
08:00h – Café
09:00h – Palestra: O Castelo Interior na vida matrimonial – Gerardo e Mônica
10:00h – Cafezinho
10:30h – Entrando no Castelo a dois – Deserto do casal
11:40h – Avisos
12:00h – Almoço
14:00h – Palestra: Educar os filhos para o céu – João e Izabel
15:00 – Cafezinho
15:30h – Palestra: Linguagens do Amor – Fábio  e Juliana
16:30h – Cafezinho
17:00h – Momento Mariano – Consagração pessoal do casal a N. Senhora e oração do santo terço meditado para as famílias
19:30h – Jantar especial com os casais no Centro Teresiano.

3º dia (23/07)
07:00h – Missa com Laudes
08:00h – Café
09:00h – Palestra: Vivendo a  Conjugalidade no matrimônio – Fr. Cleber
10:00h – Cafezinho
10:30 – Avaliação e partilha
11:30h – Palavra do presidente e encerramento
12:00h - Almoço


PARTICIPEM E DIVULGUEM!




 Informações e dúvidas: E-mail:comissaodecasaisocds@gmail.com
 Telefone: (14) 98151-4456 (Whatsapp) - Juliana

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

O AMOR E A ENTREGA




Um dos conceitos que mais me preocupam hoje é o conceito de amor. O amor hoje é identificado como um sentimento.

E os sentimentos podem desaparecer, como todos nós sabemos. Se o amor, se um casamento, estão apoiados num sentimento, passam a ser extremamente vulneráveis, sujeitos a desaparecer em qualquer momento.

Imaginem, então, a insegurança que as pessoas vivem!!! É como viver com a espada de Dâmocles sobre a cabeça, pois o amor de alguém por nós pode acabar a qualquer momento.

Mas, graças a Deus, o amor não é só um sentimento. O sentimento para o amor verdadeiro é uma consequência e não a sua essência. A essência do amor verdadeiro é a entrega. Expliquemos melhor.

O amor é uma escolha; a escolha de uma pessoa que eu decido amá-la. Vamos supor um rapaz que está namorando uma menina e depois de um tempo de namoro vê nesta menina a sua esposa, aquela que será a mãe dos seus filhos. E é ciente das suas qualidades e defeitos. Pois bem, vendo-a assim, decide se casar com ela, a pede em casamento e se casa com ela.

É lógico que ao longo da sua caminhada podem aparecer moças mais virtuosas do que a sua esposa, moças mais belas, mas a partir do momento que decidiu se casar com ela, ela é o seu foco, ela é o seu amor. E qual será a sua ação ao amá-la? Entregar-se a ela. E nessa entrega acontecerá um fenômeno que acontece toda vez que nos entregamos: quanto mais eu me entrego, mais eu amo.

A entrega, no fundo, é o amor. A entrega aumenta o amor e o amor aumenta o desejo de entrega. É um círculo virtuoso. Não é verdade, por exemplo, que se eu tenho um sobrinho, quanto mais eu me entregar a ele, mais eu vou amá-lo? Pois bem, a entrega é a essência do amor. E quando o amor cresce, é natural que o sentimento também cresça, se bem que há momentos em que não sentimos nada, apesar de amarmos.

Saber que o amor é entrega nos dá um grande alívio. Ou seja, o amor não está ao sabor do vento, das circunstâncias. Mas de algo muito mais sólido que é a entrega minha por alguém e do outro por mim. Eu, por exemplo, quando tinha 26 anos decidi ser sacerdote e me entregar a Deus. É lógico que meu sentimento por Deus já passou por fases de escuridão e de luz. Mas eu não abandonei a Deus porque estava passando por um momento de escuridão. Eu decidi me entregar e Deus e estou perseverando nesta entrega depois de 25 anos. Eu sei que este é o meu caminho. E sei também que quanto mais eu me entrego a Deus, mais eu o amo. Sei, portanto, que meu amor está muito mais nas minhas mãos, do que nas mãos de Deus, pois depende muito da minha entrega. E como tudo na vida, se não luto, pode cair na rotina. Mas se cai na rotina, a culpa é minha que não estou encontrando novas formas de me entregar, novas belezas em Deus. Eu luto, por exemplo, diariamente para celebrar melhor a missa. E o quanto mais eu luto, mais eu descubro a beleza da Santa Missa e mais eu a amo e consequentemente a Deus.

Como todo ser humano, também, tenho tentações no caminho que sigo. Sempre vão aparecer miragens “tentadoras” para eu largar o meu caminho. Mas isso acontece na vida de todos. Mas eu sei qual é o caminho que Deus quer para mim e, consequentemente, o caminho que me fará feliz. Sei que a felicidade não está nestas miragens. Vocês também têm a mesma experiência. Sabem o caminho que Deus quer que vocês sigam e que ali está a felicidade apesar de todas as tentações que possam surgir.

Amar é, portanto, uma entrega que se renova livremente a cada dia. Amar é seguir um caminho que Deus mostrou para nós. 

Sabendo que o amor é entrega, que se alimenta da entrega, façamos o propósito de entregar-nos cada vez mais a quem amamos. E ajudemos também a quem decidiu se entregar por nós que não deixe de se entregar. Se bem que a nossa própria entrega, amorosa, gratuita, sempre será um estímulo para a entrega da pessoa amada. E que a partir de agora quando ouvirmos alguém dizer que “o amor acabou”, ajudemos esta pessoa a refletir se seu amor não estava baseado mais no sentimento, pois, de fato, o sentimento pode passar, mas não o amor verdadeiro.


Padre Paulo M. Ramalho
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Padre Paulo M. Ramalho - Sacerdote ordenado em 1993. Cursou o ensino médio no colégio Dante Alighieri. Engenheiro Civil formado pela Escola Politécnica da USP; doutor em Filosofia pela Pontificia Università della Santa Croce. Atende direção espiritual na igreja Divino Salvador, Vila Olímpia, em São Paulo.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016


MOMENTO: “AMORIS LAETITIA”
Sobre o Amor na Família

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Capítulo IV

O Amor no Matrimônio

“...esclarecendo o significado das expressões do texto de I Cor 12, 4-7, tendo em vista uma aplicação à existência concreta de cada família.”
Paciência
91. A primeira palavra usada é “macrothymei”. A sua tradução não é simplesmente “suporta tudo”, porque esta idéia é expressa no final do versículo 7. O sentido encontra-se na tradução grega do texto do Antigo Testamento onde se diz que Deus é “lento para a ira” (cf. Nm 14,18; cf. Ex 34,6). Uma pessoa mostra-se paciente, quando não se deixa levar pelos impulsos interiores e evita agredir. A paciência é uma qualidade do Deus da Aliança, que convida a imitá-lo também na vida familiar. Os textos nos quais Paulo usa este termo devem se lidos à luz do livro da Sabedoria (Cf. 11,23; 12,2.15-18): ao mesmo tempo que se louva a moderação de Deus para dar tempo ao arrependimento, insiste-se no seu poder que se manifesta quando atua com misericórdia. A paciência  de Deus é exercício da misericórdia de Deus para com o pecador e manifesta o verdadeiro poder.

92. Ter paciência não é deixar que nos maltratem permanentemente, nem tolerar agressões físicas, ou permitir que nos tratem como objetos. O problema surge quando exigimos que as relações sejam idílicas, ou que as pessoas sejam perfeitas, ou quando nos colocamos no centro esperando que se cumpra unicamente a nossa vontade. Então tudo nos impacienta, tudo nos leva a reagir com agressividade. Se não cultivarmos a paciência, sempre acharemos desculpas para responder com ira, acabando por nos tornarmos pessoas que não sabem conviver, antissociais incapazes de dominar os impulsos, e a família tornar-se-à  um campo de batalha. Por isso, a Palavra de Deus exorta: “Desapareça do meio de vós todo amargor e exaltação, toda ira e gritaria, ultrajes e toda espécie de maldade” (Ef 4,31). Esta paciência reforça-se quando reconheço que o outro, assim como é, também tem direito a viver comigo nesta terra. Não importa se é um estorvo para mim, se altera os meus planos, se me incomoda com o seu modo de ser ou com as suas idéias, se não é em tudo como eu esperava. O amor possui sempre um sentido de profunda compaixão, que leva a aceitar o outro como parte deste mundo, mesmo quando age de modo diferente do que eu desejaria.

Fonte: Documentos Pontifícios - 24 
            Exortação Apostólica Pós-Sinodal, Papa Francisco



domingo, 2 de outubro de 2016


MOMENTO: “AMORIS LAETITIA”
Sobre o Amor na Família

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Capítulo IV

O Amor no Matrimônio
89.....A graça do Sacramento do Matrimônio destina-se antes de tudo, “a aperfeiçoar o amor dos cônjuges”...

O Nosso Amor Cotidiano
90. No chamado hino à caridade escrito por São Paulo, vemos algumas características do amor verdadeiro:
“O amor é paciente,
é benfazeja;
não é invejoso,
não é presunçoso nem se incha de orgulho,
nada faz de vergonhoso,
não é interesseiro,
não se encoleriza,
nem leva em conta o mal sofrido;
não se alegra com a injustiça,
mas fica alegre com a verdade.
Ele desculpa tudo,
crê tudo,
espera tudo,
suporta tudo” (ICor 12,4-7).

            Isto pratica-se e cultiva-se na vida que os esposos partilham dia a dia entre si e com os seus filhos.


Fonte: Exortação Apostólica Pós-Sinodal - Papa Francisco -
            Documentos Pontifícios - 24



quinta-feira, 22 de setembro de 2016

OS DEZ MANDAMENTOS DO CASAL



I- Nunca irritar-se ao mesmo tempo.
II- Nunca gritar um com o outro.
III- Se alguém deve ganhar numa discussão, deixa que seja o outro.
IV- Se for inevitável repreender, fazê-lo com amor.
V- Nunca jogar no rosto do outro os erros do passado.
VI- A displicência com qualquer pessoa é tolerável, menos com o cônjuge.
VII- Nunca ir dormir sem ter chegado a um acordo.
VIII- Pelo menos uma vez ao dia, dizer ao outro uma palavra carinhosa.
IX- Cometendo um erro, saber admiti-lo e pedir desculpas.
X- Quando um não quer, dois não brigam.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

COMO ALCANÇAR UMA SOCIEDADE FELIZ?


A primeira instituição humana não foi governamental, nem econômica, nem mesmo laboral. Criado Adão, e formada Eva de seu costado, constituíram eles a primeira família humana, princípio e causa de todas as demais. Desde a origem, como reafirmado posteriormente pelo Salvador (cf. Mc 10, 6-8), Deus criou o homem e a mulher, os quais, unindo-se segundo um desígnio eterno de sua sabedoria, "são uma só carne" (Gn 2, 24).
A solidez e estabilidade desta união - cuja sublimidade foi elevada a Sacramento pelo próprio Cristo como Fundador da Igreja - se encontram radicadas no fato de ser ela operada pelo próprio Deus, embora ministrada pelos esposos: a iniciativa é humana, mas o resultado é divino, porquanto o homem não tem poder para anulá-lo. Esta realidade foi sancionada pelo Redentor com uma ordem ­clara: "não separe o homem o que Deus uniu" (Mt 19, 6).
Foi este um dos elementos que opuseram-No aos fariseus: muito preocupados pelos aspectos humanos, e pouco interessados nos desígnios divinos, buscavam estes distorcer os princípios mosaicos para adequar a Religião às suas paixões. ­Jesus Cristo, contudo, não deu a menor margem às suas ânsias; obstinados e impenitentes, com esta e outras atitudes, os fariseus se empurraram voluntariamente para a margem da História...
Do casamento concebido segundo a visão cristã, surgiram as famílias que deram origem às sociedades inspiradas no Evangelho, destinadas a fazer florescer os frutos do Espírito: "caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança" (Gal 5, 22-23). Com muita organicidade, o homem conhecia uma mulher e, motivados pela caridade, resolviam casar-se; enfrentavam dificuldades, mas perseveravam juntos. Passavam-se os anos, e ambos se davam muito bem! Assim perduraram as sociedades, durante vinte séculos...

Porém, surgiram o divórcio e formas cada vez mais esdrúxulas de "famílias"; e os problemas, em vez de diminuir, aumentaram... Assim, chegamos a uma situação na qual a família sofre duma crise global, até constituir-se hoje uma verdadeira encruzilhada na História. Com efeito, de modo quase cíclico, a dureza de coração que Jesus denunciara nos fariseus (cf. Mc 10, 5) torna uma e outra vez a manifestar-se: com pretextos mais ou menos semelhantes, pretendem sempre retorcer a verdade de modo a julgar-se no direito de exigir de Deus que justifique os efeitos das paixões desregradas. Onde encontrar novamente o remédio para este mal antigo?

Para um mesmo problema, vale a mesma solução. Ontem, como hoje e sempre, o homem nesta Terra nunca poderá evitar a dor. O segredo da felicidade, portanto, não se encontra em não sofrer, mas em como enfrentar o sofrimento. A felicidade da família bem constituída se firma na Rocha sobre a qual foi edificada (cf. Lc 6, 48); enquanto ambos os esposos se encontram abrasados no amor a Deus, não temem nem vacilam; mesmo quando sofrem, estão cheios de alegria espiritual. A chave da felicidade de determinada sociedade consiste, pois, em estar formada por famílias cujos cônjuges anseiam pela santidade. 

Fonte: http://www.arautos.org/artigo/74248/como-alcancar-uma-sociedade-feliz-.html

quarta-feira, 27 de julho de 2016

CONGRESSO DE CASAIS OCDS: O SONHO DA PROVÍNCIA REALIZADO

 Nos dias 22 a 24 de julho de 2016 nossa Província realizou um antigo sonho de promover o Congresso de Casais. Cremos que esse foi o primeiro de muitos que virão. Em meio a tantas dificuldades e perseguições à família percebemos que precisamos dar suporte às famílias de nossa Ordem, para que essas no mundo sejam Luz do Senhor que nos enche de esperança para tempos melhores.

No dia 22 iniciamos nosso Congresso com a Santa Missa presidida por Fr. Salinho OCD, concelebrada por Pe. André e assistida no altar pelo nosso irmão Carlos, diácono.


Casal Luciano e Ruth entra com a relíquia de São Luiz e Zélia Martin, pedimos que eles intercedam pelo Congresso e por todos os casais.



ORAÇÃO DO CONGRESSO DE CASAIS rezada durante a Santa Missa
Ó Deus,
Que o I Congresso de CASAIS DA OCDS
Seja luz para os esposos que trilham um caminho de santidade
Na vocação carmelitana,
E assim possam vivenciar e transbordar melhor
A espiritualidade e o carisma teresiano
Na família, na Igreja e na sociedade,
Por intercessão de nossos pais espirituais
Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz!
Trindade Santa,
Modelo supremo da família
Como comunidade de amor,
Conduza as famílias do Carmelo
Para que vivam em verdadeira unidade e comunhão,
Por intercessão da Sagrada Família de Nazaré!
Que cada casal carmelita seja “precioso aos Vossos olhos”,
Pois o mundo necessita do amor conjugal que gera vida,
Para a construção de um mundo mais humano e mais cristão,
Por intercessão dos santos esposos Luiz e Zélia!
Amém!

Fr. Cleber, OCD faz a acolhida a todos os casais com uma bela reflexão.


Palestra de abertura: “Foi Este que Eu preparei para ti” – Ser casal cristão e carmelita no mundo atual: desafios e alcances, com Luciano e Ruth maravilhoso testemunho de nossos irmãos!


Dia 23 iniciamos nosso dia com Santa Missa presidida por Fr. Cleber OCD, concelebrada por Pe. André e assistida no altar pelo nosso irmão Carlos, diácono.


Palestra: Maria e José, expressão do rosto de Cristo através da vida esponsal - por Fr. Cleber, OCD.


Palestra: Santos Casais Carmelitas – Modelo de vida e santidade para todos os casais – casal Fábio e Juliana.


 Dinâmica: O que eu amo em você...


Palestra: Oração pessoal e conjugal – alicerce para vida matrimonial e passos para o caminho de perfeição – casal Paulo e Ana.


Palestra: Exortação Apostólica Amoris Laetitia: a beleza da família – casal Carlos e Elisa.


 Momento de oração durante a palestra...


 A noite foi nosso Jantar Dançante carinhosamente preparado com apoio de Fr. Salinho, OCD e irmãos da Comunidade de S. Roque.

Momento romântico


  

Também de muita música,dança e descontração!




Maravilhoso estar com o amado(a) e nossos irmãos!!!


Dia 24 iniciamos também nosso dia com a Santa Missa presidida por Fr. Cleber, OCD e assistida no altar pelo nosso irmão Carlos, diácono.
  



Palestra: Viver em obséquio de Jesus Cristo é também aceitar a limitação um do outro - Casal Márcio e Lindinalva.


 Momento de oração juntos


  

Em seguida avaliamos nosso Congresso e muitas ideias boas surgiram. Todos estão muito animados em dar continuidade ao que vivemos aqui primeiramente em nossa vida matrimonial, de levar essas “descobertas e partilhas” aos nossos irmãos mais próximos e de ano que vem nos encontrarmos aqui novamente.



A Comissão Organizadora agradece primeiramente ao Senhor que abençoou esta obra e permitiu que ela acontecesse no tempo devido, alcançou onde não podíamos e derrubou todas as barreiras. A Fr. Cleber, Fr. Salinho e a todos nossos irmãos colaboradores, obrigado é bem pouco, por isso pedimos uma chuva de bênçãos em suas vidas. E aos casais que participaram deste momento, cremos que esse é só o começo... Nosso carinho, orações e agradecimento por partilhar um pouco de vocês conosco nesses dias de convivência.